Mostrar mensagens com a etiqueta Antonio Gonçalves M.Pereira. Mostrar todas as mensagens

NOVO ANO

NOVO ANO
Vem novo ano vem
Tu também seràs igual
Aos que vieram antes de ti
Cheio de promessas não cumpridas!

Todos te vão desejar bom ano
Os mandatàrios são os mesmos
De engano em engano continuamos
A ter as mesmas medidas!

Haverà sempre os mais gordinhos
A puxarem para o mesmo prato
Continuarão sempre os pobrezinhos
Às migalhas como cão e gato!

Certo que podemos sonhar
Habituados a ser escravizados
Por tudo os pobres pagam sempre
São até os mais responsablizados!

Os vigìas seguem-nos por todo o lado
Sabem que somos cumpridores
Trabalhamos bem e iducados
Somos a sua fonte de valores!

Vem ano novo vem descansado
A cada um tu nos pões mais velho
Certo que traràs algum recado
Seràs dos outros o mesmo espelho!
a 30/12/2010

SAUDADE

BELINHENSE
Meu amigo "belinhense"
Se podes visitar o Outeiro
Sobe ao seu cimo primeiro
Para admirar os campos e o mar.
Verás então que é de encantar
Ver tudo assim ao distante
Que qualquer bom passante
Gostaria de ali parar.
É o Castro de lendas e histórias
Que outrora fora resistência
Contra tantos que sem clemência
Atacavam este belo Portugal.
Mas este monte tão natural
Seria mais tarde fonte de pão
Onde homens de garra e coração
Faziam das artes suas glórias.
Mais belo um dia se poderá tornar
Quando a união do grande poder
Juntar ás verdades o seu querer
Dando-lhes um acesso degnificante.
Assim todo o bom filho emigrante
Dele falará a outras gentes
Para ali depor saudades de sempre
Dos que não mais poderam voltar.
É este o Castro de Belinho
O mirante daquele Outeiro
Que se tornou em seleiro
Para buscar pão e amizades.
Falar assim até nos faz saudades
Falando da vida com realeza
Recordando a coragem à portuguesa
A quem devemos amor e carinho.
Se eu podesse renascer
Preferia o mesmo cantinho
Se possìvel sossegadinho crescer
Como cresce cada meu netinho.
Esse jardim chama-se Belinho
Ali tão pertinho do mar
Por todo o lado hà caminho
Para outros amores encontrar.
Protegido pelo Oceano
Também pela Senhora da Guia
Assim todo o ser humano
Pode ser feliz noite e dia.
Enquanto sopra o vento do norte
Todo o belinhense tem sorte
E sempre feliz viverà.
Que pena ver vir a morte
Por vezes brutal e tão forte
Deixando lares ao deus darà.
28/10/1994